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Quem Sou Eu

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Esta é uma questão muito relativa mas para todos os devidos efeitos vou escrever já umas coisas. Não sei por onde é que preferem que comece, mas vou começar por onde calhar. Que vai acabar por ser “o que é que este gajo já fez da vida”.

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Sou uma pessoa que já tentou mas que nunca conseguiu ter um trabalho normal. Mesmo em part-time, não aguentei. E tentei mais que uma vez. A sério, falta-me o gás.

Tenho uma visão ultra optimista das possibilidades, e sem dar olhos “realistas” (com ou sem aspas) às condicionantes, sempre levei a sério a minha ideia irrealista de que o sucesso enquanto empresário revolucionário estava logo ao virar da esquina (para o bem e para o mal, porque acho que sempre foi bom para a minha preparação para o que vem aí, eu não me ter, digamos, distraído com funções de roda-dentada, sem ofensa).

Já trabalhei como freelancer durante bastante tempo (parte disso é visível no meu meu LinkedIn) mas sempre foi porque gostava do que estava a fazer, nunca por necessidade.

Mesmo por necessidade (o rebelde em mim já fez questão de experimentar o que era pirar-me de Lisboa sem um tostão no bolso) sempre acabei por me “safar” de maneiras pouco típicas. Nunca servi à mesa num café, apesar de ter muito jeito para equilibrar tabuleiros numa só mão, e um dia quando tiver um café também vou servir à mesa, concerteza.

O facto é que tenho tido, desde sempre, uma “rede de segurança” que me permite ser trapezista sem riscos. Bênção ou maldição? Acredito que depende de mim e só de mim.

Tenho o privilégio de ter pais que apesar de sempre tentarem tudo para que eu “me faça à vida”, sempre foram tendo condições para me irem sustentando uma vida que eles têm imensa dificuldade em compreender, comigo sempre a dizer que “está quase, está quase”.

E para mim está sempre quase. Por isso não se trata de desonestidade, apenas de um parafuso que eu tenho apertado (ou desapertado) de uma forma um pouco atípica.

Tenho que realçar que esta minha realidade que para muitos se definirá eventualmente como a história dum puto mimado, por muito que seja um facto, não deixo que isso me distraia de algo que sempre tive em mim: uma necessidade de criar, e de resolver problemas e injustiças.

Preparem-se, malfeitores.

A maior parte da minha vida foi passada ao computador desde os 12 anos e ligado à net assim que ela entrou na minha vida. Nunca fui muito de jogos, preferi sempre aprender e experimentar criar.

Aliás, consta que aprendi a ler sozinho e lembro-me como se fosse hoje do meu fascínio com enciclopédias e livros como O Grande Livro do Maravilhoso e Do Fantástico que me iam surgindo à frente em casa dos meus avós.

Estive em duas faculdades, seis meses em Engenharia Informática e um ano e pouco em Gestão de Marketing. Rapidamente me desmotivei respectivamente com cadeiras como “já não me lembro o quê de circuitos digitais” e com Finanças. O que pensei foi: “raios, no dia em que precisar realmente disto, vou ter especialistas que me vão ajudar no que eu precisar; a minha especialidade é outra”.

E é assim. Sou um especialista em mais ou menos um pouco de tudo, tudo me interessa de alguma forma, faço ligações entre as coisas de forma fora do comum e isso permite-me gerar ideias que precisam de ser trazidas à prática, porque são excelentes. Ainda por cima são às centenas (e tomo nota de todas) por isso à medida que forem postas em prática ainda vou criar mais ligações e sinergias entre elas.

Enfim, portanto, parece que sou, acima de tudo, como se costuma dizer, um idiota.

Ah, e criei um tópico especificamente sobre mim aqui no blogue, onde irei despejando tudo o que me vier à cabeça sobre mim mesmo, pode ser que ajude outros como eu a desbloquearem os seus mil e um bloqueios. A mim certamente ajuda.

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