Chamem-me Megalómano
Muitas vezes falo de ideias grandes. Na verdade, aborreço-me demasiado com falar de ideias pequenas, a menos que tenham uma aplicação específica, relevante, parcial e mensurável a uma ideia grande em que eu esteja interessado.
Este sou eu, pegar ou largar. Não esperem que eu esteja interessado em ocupar o meu tempo com pequenas coisas. Não tenho de princípio nada contra isso – tudo tem a sua importância. Mas eu não gosto de fazer aquilo que eu não gosto de fazer. Será que isto soa estranho? Se soa estranho e acreditas que as pessoas devem fazer aquilo de que não gostam, então deixa-me dizer-te: eu não sou absolutista e se tu és, então provavelmente nós não temos nenhuma interacção a fazer porque eu fico absolutamente incomodado com pessoas absolutistas.
Concordo contigo se me disseres que não podemos fazer só o que gostamos. Mas cá está: eu raramente faço o que eu gosto! Então, se não fazer aquilo de que gostamos é o caminho para o sucesso, eu já ter tido sucesso há muito tempo.
Não, não é essa a questão. A questão é sobre o mérito ou o demérito, no que respeita a apostar em ideias megalómanas.
Eu tenho uma grande visão para o futuro que é composta por várias subvisões que se complementam umas às outras.
E mesmo que isso me exija passar por algo que eu de certeza não gosto, como ser rejeitado, na maioria das vezes, porque as pessoas não me leva a sério o suficiente e mesmo que o façam, o meu défice de atenção leva-me a perder-me, a verdade é que eu só me interesso por ser levado a sério pelos poucos que conseguem estar disponíveis para me compreenderem e me ajudarem verdadeiramente, ou seja, pessoas que estejam disponíveis para trabalhar com o meu lado menos fácil, se é que me faço entender.
Por isso, sim, chamem-me megalómano. Porque eu não estou a pensar mudar tão cedo.
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