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Desapontar Os Outros. Às Vezes É Mesmo Frustrante

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Há desapontar e desapontar. Não temos responsabilidade sobre as expectativas que os outros colocam em nós que tenham sido criadas por eles mesmos. Para ir seja onde for na vida, temos que desapontar muitas ilusões dos outros, e a vida é assim mesmo.

Mas para mim há esta coisa sobre desapontar os outros que dói mesmo. É quando eu conheço pessoas fantásticas, crio um laço e crio expectativas sobre alguma coisa, acredito no que estou a dizer, e depois vai tudo por água abaixo. As pessoas são subitamente confrontadas com o paradoxo de que a pessoa tão simpática que acabaram de conhecer de repente desapareceu do mapa, deixando atrás de si um rasto de desconforto e inconveniência que poderia ter sido facilmente evitado e de que eu estou quase sempre consciente, mas que não consigo evitar.

Não há absolutamente qualquer necessidade de especificar de que é que eu estou a falar em particular, nomeadamente porque isso já aconteceu tantas vezes, na verdade eu ainda consigo desapontar a minha família uma vez e outra vez e depois de todos estes anos ainda confiam em mim, o que é admirável. Em assuntos pessoais tal como em assuntos profissionais, eu apenas avanço com aquilo em que acredito. O problema é que frequentemente me entusiasmo de mais com oportunidades que mesmo que tivessem muito valor e potencial, eu não tenho a estrutura para os concretizar, e então acabo por salientar o seu valor negativo, o que é terrível.

Sei que, hoje em dia, é facto, que tudo isto se deve ao meu cérebro, de estranhas  conecções, que me deixa acreditar, repetidamente, que tudo é possível neste mesmo instante. Mas há um certo sentimento de culpa mesmo que eu saiba porque é que isto acontece, porque eu sei que ainda tenho em mim o que é preciso para encontrar uma solução definitiva. Para além da culpa, há também uma tristeza porque eu queria mesmo ver qualquer oportunidade que apareça, e isto é ainda mais uma razão para encontrar a solução.

O fenómeno está sempre a repetir-se, e já me enganei vezes demais a acreditar que conseguia cuidar sozinho do assunto, acontece porque me falha, no raciocínio, a capacidade de execução (isto é verdade). Então, para terminar o assunto, eu tenho que me concentrar com força em encontrar, pelo menos, um assistente executivo, para colmatar a minha disfunção executiva. E então vai ficar tudo bem.

 

Esta publicação também está disponível em: Inglês

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