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Sobre Ter O Meu Próprio Espaço

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Ao começar a escrever isto, ocorre-me que “ter o meu próprio espaço” se pode aplicar a ter a minha própria casa assim como se pode aplicar à ideia de ter o meu próprio espaço na vida. Porque, para ser sincero, eu não sinto ter nem um nem outro. Ainda. Não estou a ganhar dinheiro, estou de volta à casa da minha mãe depois de ter estado já em tantos sítios, nenhum realmente sustentado pelo meu próprio rendimento, que já tive, mas nunca estável o suficiente para assegurar a minha independência.

Sim, em tempos tive a motivação de fazer coisas que na altura me entusiasmaram porque eram novidade e que acabaram por me proporcionar um dinheiro decente. Se eu tivesse mantido essa motivação, por esta altura estaria bem melhor. Mas esse não seria eu, de certeza.

Quanto a espaço… Bem, eu sonho (bem acordado) com ter um espaço gigante onde eu viva e em que, ao mesmo tempo, uma data de projectos fantásticos estejam a acontecer ao mesmo tempo. Isto vai-se tornar realidade mais cedo que tarde, já agora.

Quando eu era pequeno, a minha mãe e o meu padrasto decidiram fazer um “extreme makeover” ao meu quarto e, antes que eu me pudesse aperceber, dei comigo num quarto com mobília totalmente à medida e que basicamente não se podia mexer nem um centímetro. Paradoxalmente, sempre tive tendência a gostar de mexer nas coisas, e se tivesse tido o oportunidade, certamente que teria mudado o quarto várias vezes, todos os anos, mas o facto é que nunca pude.

Esta história do meu quarto “sólido”, não sei mesmo quanto é que me pode ter ou não moldado, mas o facto é que sempre me ressenti em silêncio pelo modo como faltou no meu crescimento a possibilidade de mudar a mobília de sitio. Claro, certamente que eu fui privilegiado e sortudo por ter mobília. Olhando mais atentamente, no entanto, não sei como é que isso me pode ter ajudado. Sempre desejei mudar as coisas de sítio, num “nomadismo dentro do meu próprio mundo”… e nunca pude.

Cada vez é maior a crise dos sem-abrigo. E eu dei comigo a preocupar-me sinceramente com isso, nomeadamente porque descobri as origens do fenómeno e, mais importante, a raiz de tal injustiça, e como resolvê-la de vez, criando um futuro brilhante. Como disse Thomas Paine,

O homem não criou a terra. É o valor dos melhoramentos, e não a terra em si, que é propriedade individual. Todo o proprietário deve à comunidade uma renda sobre a terra que possui.

Esta reforma não é apenas possível como essencial. É necessária uma nova atitude em termos daquilo a que nos atrevemos a almejar enquanto comunidades. Tal como disse o meu amigo Edward Miller, recentemente,

Centralização e economias planificadas são um passo atrás, não um passo à frente. Há assuntos informacionais complexos inerentes que são insolucionáveis por sistemas centralizados. Apenas sistemas descentralizados podem atingir resiliência, promover liberdade e escalar indefinidamente.

Se querem saber, aquilo que me motiva… trazer à realidade uma sociedade sã e próspera. Sintam-se à-vontade para aprender mais sobre a filosofia do Geolibertarianismo. Vou partilhar muito mais sobre isto, em breve, por isso mantenham-se a par.

E como é óbvio, eu tenho mesmo que avançar com as minhas ideias geradoras de dinheiro, porque preciso de me sustentar a mim próprio, tenho que parar de ser um fardo para os meus pais e, se nada mais que isso, ter dinheiro será o acelerador mais potente para as minhas visões de salvação do planeta. Mais sobre fazer dinheiro nos próximos posts… e também, de certeza, sobre ter o meu próprio espaço.

Esta publicação também está disponível em: Inglês

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